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Sem Internet e sem telefone – Ah, Frontier!

No dia 10/07, quarta-feira à tarde, estávamos no lago quando o céu escureceu feio, com muitos raios e trovões. Rapidamente levamos a lancha à marina e corremos para o carro. Ao finalmente abrirmos a porta de casa, acabou a luz. Mais tarde, quando já não mais chovia, meu marido foi ver o estrago: várias árvores e um poste partidos ao meio e caídos em cima de fios de telefone e eletricidade ao chão. Detalhe: entre o momento em que passamos de carro pelo local e quando as árvores e postes caíram interrompendo os serviços de luz, Internet e telefone, havia se passado um minuto; ou seja, foi por apenas um minutinho que nosso carro não foi atingido por uma árvore. Devemos ter sete vidas, já que em menos de um mês tivemos sorte em duas tempestades (vide post do dia 14/06).

Desta vez ficamos sem energia por oito horas, o que quer dizer que no início da madrugada tudo já estava normalizado. O problema foi a Internet e o telefone… A empresa provedora da nossa Internet e telefone é a Frontier. No dia seguinte, funcionários da Frontier vieram consertar o estrago nos fios e disseram que às 14h00 todos os vizinhos teriam serviços de Internet e telefone de volta. Às 17h00 o pessoal que estava trabalhando simplesmente deixou “cair a caneta”, ou seja, bateu o horário de ir embora e eles se mandaram (pelo menos foi essa a impressão que deixaram, pois ir embora à 17h00 em ponto, sem terminar o serviço, é suspeito).

Aqui nas montanhas não há sinal de celular, então quando precisamos usar o celular temos que subir no topo de um morro para pegar algum sinal. E assim fizemos; subimos no topo, ligamos para a Frontier e perguntamos o que havia se passado. Responderam que os trabalhadores relataram que o serviço havia sido completado com sucesso. “Hummm… Hello? Ainda estamos sem Internet e telefone!”. Fala sério! “Vocês tentaram reiniciar?”, perguntou o atendente. “Meu querido, o problema não é aqui em casa; teve uma tempestade e há fios pendurados na metade do poste que sobrou em pé. Eles têm que vir aqui e consertar os fios lá fora”, respondemos. “Ah, ok. Vamos mandar alguém até à meia-noite. Se até às 8h00 você não tiver serviço, ligue pra gente”.

No dia seguinte (sexta-feira), nada de Internet. Subimos no topo do morro de novo e fizemos inúmeras ligações. Disseram que viriam, mas nem apareceram. No final do dia, minha sogra ligou novamente, mas já em um tom ameaçador; disse que envolveria o CEO da empresa (e ela faria isso mesmo). O telefone de repente ficou mudo e a ligação caiu. Ela ligou novamente e desta vez colocaram um atendente decente na linha, que confessou todo o rolo; disse que os funcionários deixaram o trabalho pela metade no primeiro dia, indo embora às 17h00, porque no estado de North Carolina eles não tinham permissão para fazer hora extra. Ahá!!!!! Mas então por que não voltaram no dia seguinte? Não sei e não esclareceram… Só sei que o atendente se comprometeu em restabelecer a nossa Internet e telefone até o final do sábado, e para tanto acionaria um funcionário do estado de South Carolina.

Dito e feito. O serviço voltou a funcionar quase no final da tarde de sábado (após três dias completos sem Internet e telefone) e depois vieram aqui em casa verificar se estava tudo ok. Disseram que no dia da tempestade, quando as pessoas cortaram os pedaços de árvores com motosserras para abrir caminho aos carros, mutilaram o fio do telefone e Internet. Assim, no primeiro dia de assistência, os funcionários da Frontier consertaram metade do estrago, reativando o serviço para alguns vizinhos, mas não para a gente e mais outros tantos vizinhos. Mas até agora não sabemos o porquê de não terem vindo logo depois para nos atender… Só nos deram alguma satisfação quando ameaçamos contatar o CEO da empresa. Pode parecer bobagem, mas escrever uma cartinha registrada para o CEO surtiria efeito aqui na América.

Enfim… Esta é a minha historinha do dia, aliás, dos últimos dias. Como é ruim ficar sem contato com o mundo! Não tínhamos condições nem de ligar para o 911, se necessário. Graças a Deus, tudo se normalizou.

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