Cidades americanas Florida

Como é morar em Miami, Flórida

Quando recebi o texto abaixo do meu amigo Felipe, quase deu pra fazer um laço em cima da minha cabeça com o sorriso que estampava meu rosto. Como é bom ter amigos! Vejam a delicadeza que ele teve em nos detalhar como foi o processo de mudança do Brasil para os Estados Unidos, bem como os detalhes da vida em Miami.

Sim, eu tenho amigos muito especiais. Conheci o Felipe em São Paulo, pois trabalhávamos na mesma empresa. Nasceu no mesmo mês e ano que eu, apenas dois dias depois que eu, mas enquanto vim ao mundo em São Paulo, ele nasceu lá no Rio Grande do Sul. Sabe quando você conhece alguém e o santo imediatamente bate? Sabe aquela pessoa que tem assunto e é capaz de passar horas e horas numa conversa inteligente? Aquele cara batalhador e inspirador? Sensível no que escreve e nas fotos que tira? Divertido e ótima companhia para um show do U2? Estamos falando do Felipe.

Espero que gostem, tanto quanto eu, do que ele nos conta sobre sua experiência vindo aos Estados Unidos e sobre Miami.

Beijos, Carol

PS1.: Se tiver dúvidas, não hesite em deixar um comentário ao final e tanto eu quanto o Felipe teremos o maior prazer em responder.

PS2: Para saber sobre estatísticas de Miami, clique aqui.

 


Um Casal Brasileiro em Miami

Resolvi escrever este texto para compartilhar um pouco como foi a experiência de mudar para os Estados Unidos com minha esposa, o racional por trás disso, e contar um pouco das alegrias e das dificuldades inerentes a este processo. Embarquem nessa comigo!!

Conheci os Estados Unidos pela primeira vez num intercâmbio que ganhei da minha escola de inglês, em  Fevereiro de 1995 (e lá se vão muitos anos). Tive a oportunidade de ficar 30 dias na Florida, mas na costa do Golfo do México, numa cidade chamada Bradenton, com uma fantástica família americana. Só voltei ao país em 2003, mas foi a partir de recorrentes viagens a trabalho, a partir de 2007, que comecei a nutrir com mais força a idéia de quem sabe morar nos Estados Unidos. A decisão, por si só, já não é simples e demanda uma certa dose de desprendimento e desapego, de coragem, de apetite por aventura e pelo novo e desconhecido.  No meu caso, o lado familiar contava bastante, pois sou muito apegado ao meu pai e só tenho um irmão, mais novo, o qual já mora na Austrália há muitos anos, de maneira que minha mudança significava pro meu pai ter os dois filhos morando bem longe do longínquo interior do Rio Grande do Sul.

Entretanto, à medida que o tempo foi passando eu fui amadurecendo a idéia, me preparando emocional, pessoal e profissionalmente para poder fazer tal mudança, se a oportunidade aparecesse. Eu sempre achei que a melhor maneira de fazer essa mudança funcionar seria através de muito planejamento e preparação e, com isso, diminuindo o grau de incerteza da mudança.  E que bom que fizemos assim, pois mesmo com muito planejamento e preparação, sempre tem muita coisa nova que você acaba só descobrindo na hora.  Basta pensar rapidamente que a gente passa a vida toda no Brasil adquirindo e armazenando conhecimento, das coisas mais simples e cotidianas às mais complexas, mas você inicia do zero quando vai para um lugar novo, e mais ainda se for um país estrangeiro.  Lembro quando mudei do Rio Grande do Sul para São Paulo, e todos os aprendizados que foram necessários (e isso que supostamente o idioma não era um problema, ainda que como bom gaúcho use expressões não tão compreendidas em São Paulo – ou vai me dizer que você sabe o que é uma bergamota? Bem capaz né!? É uma mexerica, coisa tri boa!!). Então você tem que multiplicar isso por uma escala muito maior quando estamos falando de mudança de país, sobretudo se o destino for fora da América Latina, onde além do idioma diferente haverá ainda uma questão cultural importante. Eu entendo que a oportunidade de uma mudança deste porte não aparece da noite pro dia, que quando aparecer pode ser única, e que você pode ter que decidir como proceder em pouco tempo, mesmo sem grande preparação e/ou planejamento, mas fica aqui minha ratificação de que acredito que o “trabalho” prévio suaviza a mudança.

Nossa principal motivação para tentar uma oportunidade nos Estados Unidos foi a busca por uma chance de experimentar um lugar mais seguro; seguro do ponto de vista pessoal, econômico, social, politico, etc. E nosso racional foi de que sempre teremos a chance de trabalhar e dar continuidade às nossas vidas no Brasil, como cidadãos brasileiros que somos, de forma que sempre teremos a chance de voltar e recomeçar no Brasil; já a oportunidade de morar nos Estados Unidos, se aparecesse, talvez fosse única. Com isso em mente, eis que surgiu em 2013 a tal oportunidade de vir para os Estados Unidos, transferido pelo meu empregador, como empregado local, o que acabou acontecendo em Outubro de 2013.

Na hora de escolher o local para onde iríamos dentro dos Estados Unidos, nossa primeira idéia sempre foi Miami, embora pudesse facilmente ser San Francisco, já que minha empresa tem sede lá. Vários fatores e variáveis tiveram peso na nossa decisão. Queriamos um lugar que fosse seguro, interessante para morar e para os visitantes virem visitar, sem neve (condição importantíssima pra minha esposa, e que elimina grande parte dos Estados Unidos),  e de fácil acesso ao Brasil.

Agora, falando um pouco sobre Miami – a cidade está a 1 vôo de distância de centros grandes como RJ ou SP; tecnicamente você pode sair de Miami na sexta à noite e estar com sua família no Brasil para o almoço de sábado, e ainda voltar pra trabalhar na segunda-feira. Claro, sai caro fazer isso, mas tecnicamente é possível se você precisar fazer isso, por exemplo. Miami tem uma população majoritariamente latina, onde o idioma espanhol acaba tendo uma importância impressionante. Basicamente você nem precisa falar ingles em Miami se conseguir se virar no espanhol; devagarinho o português vai tomando um espaço maior também. Há uma grande imigração de Cuba e Porto Rico, pela proximidade, e além do idioma, a própria cultura latina está mais presente em Miami, facilitando a adaptação de quem chega do Brasil como nós. Aqui a gente percebe mais o calor humano (e do ar mesmo – aff, que calor e umidade!!), a maior interação entre as pessoas, etc. Com um clima quente quase todo o ano, que varia basicamente entre período de seca (inverno) e de chuva (verão), Miami tem entre o final de Dezembro e Janeiro os seus dias mais frios, com temperaturas não inferiores a uns 9 Celsius (mas olha, isso é um dia ou outro); em geral a temperatura no “inverno” fica na casa dos 16 a 23 Celsius, e no “verão” passa sempre dos 30 (e mesmo de noite, não baixa de 27 Celsius). Além disso, no verão a umidade é muito alta, fazendo com que a sensação térmica seja mais alta e o ar mais difícil de respirar, como se fosse mais pesado. Por essas razões conseguimos entender que a alta temporada de Miami seja, na verdade, o inverno e não o verão. Com clima mais ameno, mas ainda assim agradável, enquanto quase que o restante dos Estados Unidos sofre com frio e neve, Miami acaba senddo um destino de fuga nos meses de inverno. Além disso, é nos meses de invernos que você vai encontrar a maioria de atividades ao ar livre em Miami, as quais muitas vezes são suspensas no verão, tamanho o calor e umidade. Quer um exemplo – na região que nós moramos há uma feira livre, dessas de rua, aos sábados, mas que só existe entre meados de novembro e meados de abril. É curioso, pois na maioria dos demais estados, é justamente no verão que a vida ao ar livre ganha força, mas não em Miami. Você realmente precisa de ar-condicionado aqui. Mas não se preocupe, tudo aqui tem ar-condicionado. E dos bons!

Miami tem muitas opções para entretenimento, com o turismo sendo a principal propulsora da economia local. Há muitas fantásticas praias de mar azul/esverdeado que não fazem você sentir saudades do Caribe, muitos parques pra você aproveitar com a família e amigos, campos de golf e quadras de tênis são frequentes e bem acessíveis ao público em geral (você não precisa ser da elite para estes esportes aqui), e ultimamente há uma crescente no âmbito de arte e design. A gastronomia de Miami também é bastante variada, com muita coisa dos diferentes países latino-americanos, mas também muita comida caribenha e cubana. A presença asiática em Miami é mais limitada, mas ainda assim há excelentes opções de gastronomia também. E claro, com tantos latinos, naturalmente pequenas comunidades acabam se formando. A região de Doral, por exemplo, é muito conhecida, informalmente, como Doralzuela, tamanha a imigração de Venezuelanos para lá. Coral Gables concentra muitos argentinos e colombianos, enquanto acredito que a maior concentração de brasileiros esteja mesmo nas áreas de praia, como Miami Beach, Sunny Isles e Aventura. Ah, e os americanos?? Bem, eu ouso dizer que eles são poucos, hehe!! É pouco comum você conhecer um americano de pais e avós americanos aqui. Mas eles existem!!

Alguns locais e atrações muito visitados por brasileiros (e demais turistas em geral) são os outlets – sim, há vários em Miami e arredores, com destaque para o Dolphin Mall (perto do aeroporto de Miami) e o Sawgrass Mills (em Sunrise, uns 40min de Miami), a região do Bayside, com as Arenas do Miami Heat, centros de arte, museus e um Marketplace à beira da baía de Miami com vários bares e restaurants, e claro, Miami Beach e seus vários quilômetros de areia lisinha, praia de água limpa e quente, com muitos bares e restaurantes. Miami Beach tem muito agito, com uma vida noturna forte, e então se você quiser uma praia mais sossegada, com ambiente mais familiar, você pode ir a Sunny Isles (25min ao norte – a praia em si é igual a Miami Beach, mas muito mais tranquilo o ambiente), ou você pode ir a Key Biscayne, que é uma pequena ilha conectada a Miami, com pequenas praias, também super familiares.

Aqui em Miami encontramos muita opção de restaurantes e supermercados brasileiros. Os mais conhecidos são o Brazil Mart (tem umas 3 filiais em Miami), o Via Brasil e o Seabra (que na verdade é português mas tem muita coisa do Brasil). Assim, seu desejo de tomar guaraná, comer pão de queijo, coxinha e requeijão (pra citar alguns produtos) não fica desatendido! E claro, como bons gaúchos, precisamos de uma churrascaria!! Há muitas em Miami e arredores, desde as mais famosas e conhecidas como Fogo de Chão e Texas de Brazil, a outras locais, como Area Code 55 e Steak Brasil (que é onde eu e minha esposa vamos e já levamos vários amigos e familiares – e todos adoram!!). E claro, há opções para uma feijoada (o bar chama-se Boteco – não confundir com o Boteco Copacabana em Miami Beach que é bem ruim na minha opinião), e até opção para salgados e pastéis fritos na hora você encontra (mais ao norte, em Pompano Beach, cerca de 1h de Miami, na Casa do Pastel).

Em termos de adaptação à vida por aqui, confesso que em geral foi bem fácil. Como o choque cultural e de clima foi menor, as dificuldades foram menores. Entender a dinâmica das coisas, como comentei no início, foi, é e continuará sendo fundamental, a cada vez que formos passar por algo pela primeira vez. Para a minha esposa, em particular, a adaptação tem sido um pouco mais difícil porque ela não fala fluentemente inglês ou espanhol (quase o idioma oficial por aqui!!), e com isso nos seus primeiros meses tinha mais dificuldades com coisas simples de comunicação.  Mas nada que com o tempo e muito estudo (e olhe, ela estuda muito) não se resolva.  Nosso racional era de que esta era uma oportunidade perfeita para ela aprender e ficar fluente nos dois idiomas locais, e é justamente o que está acontecendo devagarinho.  Talvez o idioma seja mesmo o maior fator de adaptação para quem vem morar em Miami, pois coisas simples como ir a uma loja e pedir uma informação podem ser compreendidas. Não que isso seja o fim do mundo, não é mesmo, mas o problema é como você lida com isso.  Minha esposa e eu conversamos muito sobre o tema e ela entendeu que isso levaria um tempo, e que não havia uma relação direta com a complexidade da situação; se você não domina o idioma com conforto, mesmo pedir uma informação em uma loja pode ser complicado.  Ao mesmo tempo, expliquei pra ela que mesmo eu, com bom domínio dos dois idiomas, não entendo 100% de tudo que falam (ah, e quem disse que em Português eu entendo 100%?? — você entende 100% do português que escuta?), discutimos como questões de sotaques e gírias dificultam isso, além é claro que como Miami é uma área de uma mistura de povos tão grande, o inglês (e também o espanhol) são muito diferentes aqui.  Recentemente fizemos uma viagem de férias e ela percebeu as diferentes matizes do inglês em outros lugares, e eu fiquei feliz de ver a evolução dela.  Comunicação é fundamental minha gente!! Escrever e falar perfeitamente é o sonho, mas o objetivo primário deve ser a comunicação – entender e ser entendido – e depois você vai pro detalhe.  Minha esposa tem comprado a idéia!!

A gente não tem muito contato com americanos aqui (como falei, eles são poucos, mas existem), mas a impressão que tenho pelos que conheço e convivo é que por aqui eles acabam absorvendo um pouco essa nossa cultura mais latina de ser, mas realmente não tenho como opinar muito.  Percebo sim um interesse deles em entender mais da nossa cultura, da forma de ser, pensar e agir, possivelmente até para poderem interagir melhor com a população dominante por aqui, hehe!!

Adoramos morar em Miami, não é um local perfeito, tem seus problemas (em geral bem menos do que estamos acostumados no Brasil) mas é realmente muito bom!!  Nas diferentes vizinhanças de Miami você pode ter desde áreas bem urbanas e agitadas, a áreas bem familiares a pacatas. Há opções para todo gosto e orçamento também. Via de regra, quanto mais perto da costa você morar, maior será o preço total a ser pago, e muitas vezes nem tanto pela propriedade em si, mas porque o seguro contra enchente e furacão fica mais caro. Se você considerar Miami como opção de moradia, saiba que o sistema de transporte público aqui é, talvez, o maior ponto negativo. A cidade está numa região meio pantanosa (o Everglades e seus jacarés estão aqui do lado!!) e com isso nada aqui é subterrâneo, no máximo 1 piso subterrâneo e olhe lá. Com isso não podem ter um sistema de trens que não seja na superfície, o que acaba esbarrando nas diferentes construções da cidade. Assim, programe-se para ter um carro por aqui, sim ou sim! Algumas pessoas falam que Miami é uma cidade violenta; eu imagino que possa ser mais violenta que muitas cidades americanas, mas provavelmente estará em condições similares às demais cidades americanas de porte similar.  Você não pode comparar uma metrópole com uma cidadezinha do interior. Morar num grande centro tem seus bônus mas também seus ônus, mas de qualquer maneira, em geral, há menos violência do que no Brasil, disso não tenho dúvidas.

Aí você pode se perguntar – o que mais sentimos falta do Brasil? A resposta mais sincera é dizer que sentimos falta das pessoas – familiares e amigos. Sim. É resposta meio cliché, mas é a verdade. Miami “faz” um excelente trabalho em fazer você não sentir tanta falta assim do ‘lugar’ Brasil, com clima parecido, cultura parecida (o aspecto mais latino), belezas naturais, e até a comida, que é uma coisa que muita gente sente falta, aqui temos tanta opção que ajuda a diminuir a saudade de “casa.”  Interessante isso, pois cada vez mais minha esposa e eu sentimos que Miami é nossa casa, e os planos de ficar definitivamente por aqui vão ficando mais fortes. Infelizmente quando olhamos o Brasil pela TV, internet, ou quando falamos com amigos e familiares que moram no Brasil, vemos um cenário difícil. E é curioso que aos poucos algumas coisas que sempre fizeram parte do nosso cotidiano, começam a nos causar estranheza, ou começamos a achar aquilo menos normal. Ontem mesmo, assistindo a um programa de TV, vimos uma reportagem que mostrava diversas casas numa rua de São Paulo, todas (sim, TODAS) com grades que mais pareciam uma prisão. Fomos criados com isso, nos acostumamos a viver assim, mas hoje, ao viver numa realidade tão diferente, isso chama a atenção de maneira negativa. O mesmo vale para uma simples ida a uma agencia bancária; aqui não existe todo aquele aparato de segurança, com portas giratórias, segurança armado, detector de metais, etc. E ainda assim, você escuta falar muito pouco de assaltos a banco. Pequenos mas importantes fatores do cotidiano como esses fazem com que cada vez mais pensemos em fixar raízes por aqui. O Brasil, contudo, continuará sempre sendo nosso país, nossa pátria, nossa origem.

E se você que estiver lendo este blog estiver pensando em vir morar nos Estados Unidos, seja em Miami ou qualquer lugar, minha maior dica é planejamento – planeje bem sua vinda, leia a respeito das diferenças, saiba de antemão o que espera por você aqui, o que vai ser mais difícil, o que vai ser mais fácil. Ah, e venha legalizado. Estar ilegal é estar todo dia caminhando no fio da navalha. Eu entendo e respeito as decisões de quem vem ilegal, mas na minha opinião trocar a vida no Brasil, com emprego e estrutura por uma vida de residente ilegal é correr riscos em demasia. Na minha opinião vale a pena esperar um pouco, planejar, se organizar, e vir legalizado, do que se arriscar na ilegalidade e estar todos os dias com o receio de ser deportado e ver todo seu sonho ir por água abaixo, talvez de maneira definitiva.

Um abraço e boa sorte!

Felipe

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Miami

Foto de autoria do Felipe

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42 Comments

  • Reply
    arlene da silva ribeiro nascimento
    01/09/2015 at 14:53

    quero muito conhecer

  • Reply
    Andre
    02/09/2015 at 08:43

    Um dos textos mais sensacionais e claro que já lí em toda a minha vida. Felipe, obrigado por compartilhar tantos ricos detalhes desde a sua mudança, até seu dia-a-dia aí em Miami.
    Carol, parabéns pelo Blob.

  • Reply
    Nanda
    02/09/2015 at 10:03

    Fantástico! Além de muito bem escrito, informativo e de forma culta! Parabéns! Achei muito bacana o artigo e também foi válido pra gente que acabou de chegar por aqui. Achei outros aspéctos, experiências e posicionamentos muito semelhantes aos nossos e ao que vivemos, mas isso podemos debater em outra oportunidade! Mais uma vez, parabéns a vc e, principalmente a esposa por estar aberta a toda essa mudança e a lidar com esses riscos que decisões como essas nos impõe.

  • Reply
    Marcio Amaral
    02/09/2015 at 12:11

    Boa Felipão….muito bom teu texto, tua história e tuas dicas! Abraço dos pampas…

  • Reply
    Dimitri Lima
    02/09/2015 at 18:42

    Excelente texto, quem sabe um dia eu visite??
    Abraço !!!

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    Quero morar nos Estados Unidos | Descobri a América!
    09/12/2015 at 13:02

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    Quero morar nos Estados Unidos | Descobri a América!
    09/12/2015 at 13:02

    […] “Se estiver pensando em vir morar nos Estados Unidos, seja em Miami ou qualquer lugar, minha maior dica é planejamento – planeje bem sua vinda, leia a respeito das diferenças, saiba de antemão o que espera por você aqui, o que vai ser mais difícil, o que vai ser mais fácil. Ah, e venha legalizado. Estar ilegal é estar todo dia caminhando no fio da navalha. Eu entendo e respeito as decisões de quem vem ilegal, mas na minha opinião trocar a vida no Brasil, com emprego e estrutura por uma vida de residente ilegal é correr riscos em demasia. Na minha opinião vale a pena esperar um pouco, planejar, se organizar, e vir legalizado, do que se arriscar na ilegalidade e estar todos os dias com o receio de ser deportado e ver todo seu sonho ir por água abaixo, talvez de maneira definitiva.” (Felipe – Miami, Flórida) […]

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    05/03/2016 at 16:09

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    05/03/2016 at 16:09

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    31/07/2016 at 14:44

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    16/08/2016 at 15:42

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    16/08/2016 at 16:29

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    Vivendo o furacão Matthew em Miami | Descobri a América!
    12/10/2016 at 10:14

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  • Reply
    Wendell
    25/03/2017 at 20:34

    Qual a sua profissão? (fiquei curioso)

    • Reply
      Carol Mendes
      25/03/2017 at 21:14

      Minha profissão? Mãe de dois lindos garotinhos. 🙂

  • Reply
    Raianna Amaral
    26/04/2017 at 10:32

    Ola Felipe, meu maior receio é sobre o profissional. Como é a questão de trabalho aí?

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