Dicas gerais

Quero morar nos Estados Unidos

“Sou brasileiro e quero morar nos Estados Unidos. Que tipo de conselho você me dá?”

Para responder a esta pergunta, reuní abaixo alguns conselhos de amigos e colaboradores residentes nos Estados Unidos:

“Se estiver pensando em vir morar nos Estados Unidos, seja em Miami ou qualquer lugar, minha maior dica é planejamento – planeje bem sua vinda, leia a respeito das diferenças, saiba de antemão o que espera por você aqui, o que vai ser mais difícil, o que vai ser mais fácil. Ah, e venha legalizado. Estar ilegal é estar todo dia caminhando no fio da navalha. Eu entendo e respeito as decisões de quem vem ilegal, mas na minha opinião trocar a vida no Brasil, com emprego e estrutura por uma vida de residente ilegal é correr riscos em demasia. Na minha opinião vale a pena esperar um pouco, planejar, se organizar, e vir legalizado, do que se arriscar na ilegalidade e estar todos os dias com o receio de ser deportado e ver todo seu sonho ir por água abaixo, talvez de maneira definitiva.” (Felipe – Miami, Flórida)

“Vir para os Estados Unidos foi um desejo meu por muito tempo e um conselho para quem tem o mesmo desejo é acreditar e correr atrás, pois de uma forma ou de outra é possível. Pesquise, converse com quem já foi, invista… Mas saiba que não é só alegrias, aqui é o país do trabalho! Tem que ralar muito também! Só não venha ilegal nem fique de forma irregular, pois não vale a pena. A vida pra quem está aqui ilegalmente é muito mais difícil e as oportunidades são limitadas.” (João – Foster City, Califórnia)

“Aos brazucas que querem mudar pra cá, sugiro virem preparados com grana. Façam um planejamento ou até mesmo venham pra cá antes a passeio, vasculhem a área, se informem sobre vistos, procurem saber sobre trabalho, para só então fazerem a mudança. Não recomendo vir na loucura e sem planejamento, pois as coisas ficarão super difíceis! A vida aqui é trabalho, trabalho, trabalho. É claro que tem a diversão, apesar de bem diferente do Brasil!” (Cris Maxwell – Redlands, Califórnia)

“Ser ilegal não é legal. O que vimos aqui — principalmente meu marido que fez cursos de inglês — é que as pessoas se aventuram demais. Elas vêm para tentar a sorte mesmo. Eu tive a sorte e a bênção de ser transferida pela empresa onde trabalho. Se quiser vir pra cá, tente ser o mais ‘legal’ possível. Nós, brasileiros, não somos elegíveis à loteria do green card (para saber mais sobre a loteria, clique neste link do EDV e neste do USCIS). Mas se você é casado com um cidadão que não seja brasileiro, vale a pena verificar se a nacionalidade dessa pessoa permite fazer o application para o green card.” (Renata – Orlando, Flórida)

“Aprenda inglês! Nem que seja o básico do básico. Aprender a língua local é fundamental para socializar, conhecer gente, achar um emprego, e por aí vai.” (Gabrielle Schreiner – Seal Beach, Califórnia)

“Estude inglês! Não faça como eu que cheguei aqui sem falar nada. Planeje, dedique-se, pesquise sobre o país e a  cultura, e estude o idioma.” (Sabrina Mikaelly Moura Lima – Bridgeport, Connecticut)

“Se tiver a oportunidade de vir pra cá, venha! É difícil administrar a saudade, mas a experiência é extremamente enriquecedora e faz valer a pena.” (Camila Vaz – Mount Vernon, Washington)

“Não fique parado! Aproveite a oportunidade de aprender o inglês, conhecer a cultura americana e novos lugares, ter amizades com americanos e outras raças, explorar tudo o que um país de primeiro mundo pode oferecer. Essas são oportunidades que não voltam mais.” (Kécia Damásio – Newark, New Jersey)

“Ao me mudar pra cá, não foi apenas uma mudança de país, cidade e idioma, mas uma mudança geral. A sua percepção em relação a tudo acaba mudando. Uma dica ou conselho que eu dou para quem tem vontade de se mudar para fora do Brasil é: ‘Venha com o coração aberto e com vontade de mudar, pois a mudança é inevitável. Se você insistir em se manter a mesma pessoa de sempre, sempre ali fechada no seu mundinho, achando que tudo o que as outras pessoas fazem é errado, discordando da forma com que elas fazem as coisas, fechada em seu círculo de amigos brasileiros, querendo fazer as mesmas coisas que você fazia no Brasil, enfim, se não estiver aberta à nova cultura que se apresenta, simplesmente não venha. Mudar de país é uma decisão muito importante da qual você só se dá conta quando chega aqui. Venha disposto a mudar, fazer coisas novas e a aceitar que as pessoas são diferentes, que as culturas são diferentes. Venha disposto a viver uma nova vida, começar de novo’.” (Beatriz Souza da Silva – Washington, D.C.)

“Nosso principal conselho é relacionado à situação com a Imigração. Façam de tudo para vir para os Estados Unidos com o visto válido e, se possível, com permissão de trabalho. Isso abrirá muuuitas portas e facilitará sua vida por aqui.” (Fabiane – Orlando, Flórida)

“Brasileiros que pensam em mudar para a América, eis o que tenho a dizer. Quando eu me mudei pra cá, eu sabia das dificuldades que iria enfrentar, mas tudo valeu a pena. Faria tudo de novo. Jamais me arrependi de ter deixado a minha pátria. Digo isso não porque casei com americano; antes mesmo de casar eu já havia sentido o prazer de estar aqui, de ver as coisas funcionando, a segurança, a infraestrutura local… tudo isso já me fazia pensar que valeu a pena vir para cá. Quando saí de lá, o Brasil ainda não estava nessa situação atual. Vendo o desespero de quem está lá é uma confirmação de que fiz a escolha certa. Aliás, nunca duvidei disso. (…) Se a minha história despertar sonhos em outras pessoas, o canal já terá valido a pena; pois se eu consegui realizar o meu sonho, qualquer um pode conseguir realizar o seu; basta correr atrás e não desistir na primeira caída.” (Emma Pantoja – Commack, New York)

“Não venha morar na minha cidade pois não tem nada aqui! (risos) Se tiver a chance, venha para os EUA ou vá para qualquer canto do mundo. É uma experiência riquíssima! A gente passa a se conhecer muito melhor quando lida com saudades, solidão, ausência. Exercitamos a nossa paciência quando lidamos com aspectos culturais que não eram realidade até então. Ficamos mais tolerantes, passamos a olhar para o Brasil com olhos mais críticos, mas também mais amorosos. Aprendemos muito, e sempre temos a chance de ensinar também!” (Vanessa Inman – Lincoln, Illinois)

“Para o brasileiro que sonha em vir morar nos Estados Unidos, meu primeiro e mais importante conselho é: planejamento!!! Não venha na intenção de ficar ilegal porque a vida não é linda como muitas pessoas descrevem! São muitos perrengues e burocracias.. Aqui em New York, por exemplo, é praticamente impossível tirar carteira de motorista ou colocar um carro no seu nome se vier de maluco ilegal. O DMV (DETRAN daqui) pede mil documentos e comprovações de identidade.

O segundo é se preparar psicologicamente para a falta que você vai sentir de seus amigos e família. Isso dói muito no início e muitas pessoas desistem por isso. Tenha foco e pense sempre no futuro.

Meu terceiro conselho é procurar alguém que possa ser um suporte pra você no início. Alguém que você possa ficar na casa no primeiro mês, alguém que fale inglês e possa te orientar mais. Se você chegar sozinho, muito provavelmente vai acabar desistindo.” (Anna Clara Azeredo – Selden, New York)

“Alguns conselhos para o brasileiro que quer morar nos Estados Unidos:

  1. Não sei se você pensa em morar aqui definitivamente, não sei se você pensa em vir estudar, vir como turista, casar, não sei; mas quero te dizer algumas coisas. Se você vier trabalhar “under the table” e sem visto de trabalho, se vier trabalhar com visto de turista ou estudante, saiba que você não terá suporte do governo. Não é que os americanos não gostam de imigrantes; eles não gostam de imigrantes ilegais porque esses podem até trabalhar mas não pagam impostos, não contribuem com o país e só usufruem das coisas. Se você vier trabalhar de forma ilegal, poderá enfrentar preconceito em relação a isso.
  2. Seguro saúde aqui é bem caro. Se você quebra uma perna é 40 mil, se  você quebra um braço é 20 mil, se tem uma infecção de urina é outros mil… É tudo bem caro! Tenha a noção de que saúde aqui não é brincadeira, não é barata.
  3. Aqui não é o país das maravilhas. Vejo muita gente que vem pra cá com visto de turista, rala demais e não tem tudo. Eu queria mostrar um áudio (mas não vou porque ela não é minha amiga, é amiga de uma amiga) de uma menina reclamando que trabalha, trabalha, trabalha, sem entrar dinheiro nenhum. Ela mora em Nova Iorque, veio pra cá iludida e agora não sabe o que faz. Então o que eu indico é: pesquise muito sobre pra onde você está vindo, o que vai fazer, se tem ramo pra você, como é que vai ficar aqui, e o seu futuro, porque não adianta deixar o Brasil para trás e vir pra cá buscar um futuro melhor, mas pensar somente no agora. Você pensa no agora (“agora tenho um trabalho, agora tenho um carro, agora tenho uma casa”), mas e daqui a 10 anos? Você vai ter aposentadoria? Você vai ter seguro-desemprego? Você vai ter férias? Como é que vai ser a sua rotina de trabalho? Você vai consegui bancar a sua casa? E se você se machucar, como é que vai fazer? Você tem que pensar em tudo. Falo “tudo” porque tudo aqui envolve dinheiro e é muito caro. Eu não digo não venha; se você tem certeza que é isso o que você quer, se tem uma cabeça boa e tudo planejado, venha; vejo várias pessoas aqui se dando bem. Agora, se você não tem cabeça, se você quer deixar o país num reflexo de raiva (“Ai, o Brasil é uma porcaria, estou largando tudo aqui e indo pros Estados Unidos porque lá é muito melhor”), isso não vai funcionar. Estados Unidos não é país das maravilhas, não é conto de fadas. Aqui você vai encontrar muitas oportunidades, sim, mas você tem que estar aberto a muita coisa, tem que ter em mente que, se algum acidente acontece, vai sair muito dinheiro do seu bolso, infelizmente.” (Tati Fazzio – Chicago, Illinois)

“Para quem tem vontade de vir morar aqui, sugiro primeiro uma visita. Mas venha com olhos de futuro morador e não de turista. Depois pesquise tudo a respeito do local. Não se iluda, achando que aqui tudo é mais fácil. Muitas coisas que os brasileiros estão acostumados a ter (e geralmente não dão valor) não existem aqui, tais como o SUS, férias de 1 mês (ou mais), feriados em quase todos os meses do ano, seguro desemprego, 13o salário, licença maternidade paga, etc. Faça as coisas corretamente e saiba esperar pacientemente pelos processos americanos, os quais são corretos e justos (nada de jeitinho brasileiro). Aqui é o país deles, temos que respeitar as decisões deles. Também acho que a pessoa que pretende morar fora do país de origem (qualquer país), deve primeiro fazer uma reflexão interior sobre adaptação, dificuldades e principalmente “saudade”. Existem pessoas que não conseguem lidar com tudo isso, e varia de pessoa a pessoa. Conheço pessoas que vieram para os EUA e para localidades da europa e voltaram pro Brasil falando super mal daqui, mas no fundo, são pessoas que ficam melhor adaptadas em suas cidades de origem, sem muita variação de cultura. Isso é normal e deve ser avaliado e respeitado também. Não venha no impulso.” (Juliana Crestani – Mill Creek, Washington)

“Sinceramente, para mim, aqui é o melhor lugar do mundo para se viver. Mas vir pra cá sem preparo e sem possibilidade de legalização é muito difícil. Cheguei há 21 anos, haviam menos brasileiros que hoje em dia, mas mesmo assim a comunidade brasileira era grande em Boston. As perseguições aos brasileiros ilegais, porém, eram menores, era possível tirar carteira de motorista e Social Security Number… Mas agora as coisas estão mais complicadas. Meu conselho é que venham, venham mesmo, pois aqui é a terra das oportunidades; mas já venham com um Plano B, pois após as eleições de 2016, a vida dos imigrantes vai mudar, ainda mais para os novos brasileiros que ainda estão chegando.” (Flávia – Minot, North Dakota)

“Um conselho? Se puder, more aqui. Se não puder, visite. É organizado, as coisas funcionam, o salário é justo, as pessoas tem um poder de compra justo, tudo aqui funciona. É ridículo como as pessoas no Brasil passam por dificuldades desnecessárias!” (Verônica – Anchorage, Alaska)

“Muitas pessoas sonham em vir morar aqui nos Estados Unidos. O meu conselho é que se você quer mesmo vir pra cá, corra atrás, estude inglês e se especialize. Tem que ser uma decisão muito bem pensada. Aqui é um país seguro, com ótimas escolas, ótimas opções de lazer, mas também tem que se trabalhar muito e o custo de vida não é barato. Algumas pessoas se iludem achando que nos Estados Unidos tudo é mais barato que no Brasil, mas não é bem assim. Comprar um carro ou fazer compras nos outlets pode até ser mais barato que no Brasil, mas pagar aluguel de casa, arcar com um plano de saúde, contas de água, luz e gás pesam bastante no orçamento no final do mês, então tudo tem que ser levado em consideração. É uma mudança de vida muito grande, as culturas são diferentes e você sempre será um estrangeiro aqui.” (Juliana Fontes – Wixom, Michigan)

“Viver o sonho americano é o objetivo de muita gente, porém, é preciso ter em mente que não vivemos uma vida de sonhos por aqui. Há um longo processo de adaptação, abdicação e principalmente, muito trabalho! Existem grandes possibilidades de crescimento profissional, mas saiba que isto será conquistado com muito, muito esforço!” (Aline Milanez – Seattle, Washington)

“Meu conselho ao brasileiro que sonha em morar aqui: seja gentil, educado e pontual. Respeite as regras, independente de concordar com elas ou não. Esqueça de vez o famoso “jeitinho brasileiro”, que é super mal visto por aqui. Fora isso, aproveite a receptividade dos moradores da cidade e curta muito a segurança e a tranquilidade que essa terra tem pra oferecer!” (Gabriela – Champaign, Illinois)

“O conselho que dou a qualquer um antes de fazer a sua mala e vir morar nos Estados Unidos é: aprenda o idioma inglês; não somente o básico! Pelo menos o nível intermediário, mas se souber falar fluentemente é melhor ainda. As portas se abrem quando você sabe se comunicar, não importa onde você more nos Estados Unidos. Acredito que, quando você fala a língua, os americanos te aceitam mais fácil e também fica mais fácil encontrar emprego.” (Luciana Tooch – West Palm Beach, Florida)

“O conselho que tenho para o brasileiro que quer vir pra cá é: se vier pra casar, não venha pensando que vai viver no país das maravilhas porque casamento tem suas dificuldades em qualquer lugar do mundo e há responsabilidades. Se vier sozinho, a responsabilidade se multiplica. Se prepare para trabalhar pesado, se prepare para valores altos de aluguel. Ser residente (morar) e ser turista (visitar) são dois mundos diferentes. A vida real nos Estados Unidos não é uma Disneyland. Aqui a maioria das coisas são boas, mas também tem que ter muita responsabilidade. Tem que vir com a mente aberta e preparado para passar por dificuldades. A vida não será cor-de-rosa o tempo todo.” (Simone Lanoue – Austin, Texas)

“Se eu puder dar um conselho para alguém que queira vir morar aqui é: estude Inglês antes de vir! Venha pelo menos com o nível intermediário, pois isso facilitará muito a sua vida. E se você pensa em fazer faculdade no Brasil e depois se mudar para cá, se prepare porque o processo de validação é longo. Como falei lá no início do post, você precisa estar determinado de verdade. Prepare-se financeiramente tanto se você pretende fazer faculdade aqui como se pretende estudar Inglês, pois as escolas são muito caras. E tenha a mente aberta: você vai ter que conviver com diferentes tipos de culturas. Outra coisa é: esqueça o jeitinho brasileiro; isso aqui não existe. Por último, prepare-se para trabalhar muito. O sonho americano não é lindo como aparece nas revistas.” (Leide Veloso – Sunnyvale, California)

“Conselho para brasileiro que quer vir morar em Vegas é: Não venha ilegal. Vegas parece ser a cidade da bagunça (talvez pela imagem que as pessoas têm de Sin City), mas ao contrário, é bem mais rigorosa em tudo. Por exemplo, na Flórida você consegue tirar a Driver’s License (carteira de habilitação para dirigir) com visto de turista; aqui precisa do Social Security e visto de residente.” (Sabrina Costa – Las Vegas, Nevada)

“Pra se mudar de país, independente de qual seja, tem que estar muito certo disso. Não é fácil deixar as pessoas que amamos pra trás, tem estar muito feliz pra conseguir superar essa falta. Outro ponto importante a observar é o planejamento. Por mais que seja um país de oportunidades, pra se conseguir algo, tem que ter muito trabalho! E, importantíssimo frizar que, tem muitas formas de se conseguir um visto e ficar legalmente. Não é fácil viver e construir uma família estando ilegal.” (Rúbia Wakizaka – Lake Mary, Florida)

“As pessoas dizem que se conselho fosse bom, a gente vendia. Mas se alguém me pedisse conselhos sobre morar em Houston ou nos Estados Unidos, eu diria para estudar e se preparar para a mudança da melhor forma possível. Aprender inglês é essencial para se integrar; dominando o inglês muitas portas se abrem, seja para amizades ou trabalho. Outra coisa que pra mim é importante é realmente aprender sobre o país. Vejo que muita gente vem aos Estados Unidos com uma ideia completamente equivocada de como as coisas funcionam por aqui; é importante conhecer as leis e como funcionam coisas básicas como sistema de saúde e educação. Com todos os problemas que o Brasil vem enfrentando é natural as pessoas quererem mudar pra outro país e muitas vezes os EUA é a primeira opção. Na minha opinião, os EUA pode sim oferecer uma vida melhor para muitas pessoas mas não é tão simples e fácil. Quando alguém me pede ajuda, sempre digo pra procurar fontes oficiais e tomar cuidado com qualquer coisa que sugira que o processo de imigração é fácil, pois não é.” (Stephanie – Houston, Texas)

“Para o brasileiro que sonha em morar aqui, é importante amadurecer a ideia. Morar fora é realmente um sonho mas pode virar um pesadelo. Sim, aqui é muito barato, dá vontade de comprar tudo, mas o custo de vida é alto também! Coloque os pés no chão.

Procure vir com sua situação legalizada (as pessoas olharão para você de outra forma), venha sabendo o que vai fazer, onde vai morar, como é o lugar, seus costumes, o clima… Tudo isso você pode pesquisar na Internet. Não saia do Brasil no desespero. Por pior que seja a situação, pelo mesmo aí você está em um lugar onde as pessoas falam a sua língua, onde você tem a sua família e amigos.

Depois de feita a lição de casa, prepare-se para chegar em um lugar com costumes diferentes dos seus, Não saia por aí querendo que todo mundo mude. Aprenda a ouvir mais e falar menos. Venha com vontade de trabalhar porque aqui são poucos os feriados e temos poucos dias de férias.

Traga dinheiro! Até você receber o primeiro pagamento vai demorar e você precisará pagar o aluguel, comer, comprar alguns itens como, por exemplo, blusa de frio (vai por mim: as blusas do Brasil não fazem nem cócegas no frio daqui!) e, dependendo da cidade, você vai precisar de um carro para ir para todos os lugares.

Estude inglês! Estude, estude…. Mas se não deu tempo, pelo menos entre em site gratuitos que ensinam inglês ou em vídeos no YouTube. É uma mão na roda!” (Tatiana Romeiro – Bluffton, Ohio)

“Débora — Vá atrás e procure um jeito de vir pra cá. Comigo foi assim: passei 6 meses tirando passaporte, juntando papel, lendo, fui em agências para ver o jeito que eu poderia vir pra cá. Se você vier por algum programa, pelo menos você pode ver como é aqui, ver se você gosta mesmo… Porque tem brasileiros que não conseguem se adaptar à cultura e preferem voltar ao Brasil.

Rodrigo — A minha dica é: acredite no seu sonho. É possível. Não é tão complicado quanto algumas pessoas acabam pensando. Os Estados Unidos é um país maravilhoso, de primeiro mundo. Então se você tem esse sonho, acredita, se organiza. Eu indico você vir conhecer antes porque, como a Débora falou, às vezes a pessoa acaba não se adaptando à cultura, ou não se adapta ao clima porque o clima para quem não gosta de frio é bem complicado. Mas acredite no seu sonho, pois é possível.” (Débora e Rodrigo Magalhães – Wilmington, Delaware)

“Para o brasileiro que sonha em vir pra cá para mudar de vida, aconselho: 1) Não venha com a intenção de ficar ilegal. Vir como turista é completamente diferente de morar no país. Estados Unidos não é Brasil. Aqui as pessoas trabalham muito. 2) Mesmo com ensino superior, dependendo da formação, você terá que voltar a estudar e aqui ninguém vai te julgar por isso. 3) Não tenha medo ou vergonha de começar por baixo. O importante é ter alguma experiência profissional nos EUA.” (Cristiane Ross – Dallas, Texas)

 

Estados Unidos

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